# Magikothopya: Capítulo 1 – O Convite à Ação (parte 2).

Caim sentiu o coração disparar quando viu a fera se virar para Luz. A pequena fada tinha sido sua única companheira naquela jornada perigosa pela floresta sombria. Ele não podia deixá-la morrer nas garras daquele monstro.

 

O gigante era uma criatura horrenda, com pele cinzenta e áspera, dentes amarelos e pontiagudos, e olhos vermelhos e injetados. Ele tinha quase três metros de altura e carregava uma tora de madeira como arma. A dieta dos gigantes era composta unicamente de carne, que eles obtinham das suas caçadas. A carne de uma donzela era um item raro e apreciado pela sociedade desses seres.

 

Caim sabia que ele e Luz tinham caído em uma armadilha. Eles tinham encontrado Rozza, uma jovem siciliana que estava sendo perseguida pelo gigante. Ela implorou por ajuda, dizendo que tinha sido sequestrada por um grupo de mercenários que queriam vendê-la como escrava. Caim não hesitou em socorrê-la, mas logo descobriu que ela era uma espiã dos mercenários e que tinha atraído os dois para uma emboscada.

 

Agora, eles estavam cercados pelo gigante e pelos mercenários, que assistiam à cena com sadismo. Rozza tinha conseguido ferir o gigante na perna com uma faca que escondia em suas roupas, mas isso só tinha enfurecido ainda mais a fera.

 

Caim não tinha muitas opções. Ele era um mago iniciante, que ainda não dominava todos os feitiços do seu grimório. Ele tinha fugido da aula de defesa mágica, achando que era uma perda de tempo. Agora, ele se arrependia amargamente dessa decisão.

 

Ele olhou para o céu e viu uma luz azulada brilhar entre as nuvens. Era Luz, que tinha voado para tentar distrair o gigante. Ela era uma fada da luz, capaz de manipular a energia solar. Ela tinha cabelos loiros e cacheados, olhos azuis e cristalinos, e asas translúcidas e cintilantes. Ela usava um vestido branco e delicado, que contrastava com sua personalidade corajosa e determinada.

 

– Fadinha, será que eu consigo? – Caim murmurou para si mesmo, sentindo um misto de admiração e medo pela sua amiga.

Ele abriu o seu grimório e folheou as páginas até encontrar o feitiço que procurava. Era um encantamento antigo e poderoso, capaz de invocar as forças das trevas para atacar o inimigo. Caim nunca tinha usado esse feitiço antes, mas ele estava disposto a arriscar.

 

Ele respirou fundo e começou a recitar as palavras mágicas, sentindo uma energia negra se formar em seu peito. Ele esperava que aquilo funcionasse. E que ninguém mais fosse ferido. 

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