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Mostrando postagens de abril, 2026

Sobre o dia de hoje.

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Fui convidado a participar da nova campanha de kits natalinos da MBRF este ano e, hoje, às 15h, depois de três meses desempregado, voltarei ao escritório para conversar com o time de RH sobre a minha recontratação. Já não deveria ser surpresa — e talvez, no íntimo, eu sempre soubesse — que seria assim: a história é cíclica, repleta de sincronicidades que só conseguimos perceber quando estamos em diálogo constante com a vida e atentos aos sinais que ela nos apresenta. E, pensando bem, talvez esse retorno não seja apenas sobre trabalho. Talvez seja mais um daqueles momentos em que a vida me convida a assumir, com mais consciência, o lugar que é meu. Um passo adiante não só na carreira, mas na construção de quem eu estou me tornando. Porque, depois de tudo o que vivi — das quedas, dos erros, das perdas e dos recomeços — voltar agora carrega um significado diferente. Não é mais sobre provar algo para o mundo. É sobre honrar o caminho que me trouxe até aqui. E, acima de tudo, é sobre ele. S...

Nicolas: o melhor presente que a vida me deu.

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Algo em mim está acontecendo de forma silenciosa, constante e, ao mesmo tempo, assustadora: sinto que estou me curando de feridas emocionais profundas — do divórcio, da separação, das traições e do afastamento forçado do meu filho. Percebo que ainda dói muito, mas estou me movendo em direção ao perdão — principalmente de mim mesmo, pelos erros que cometi, e também da Fernanda — para, enfim, seguir em frente. É como se eu estivesse navegando por um rio de emoções turbulentas. Como alguém que esteve à deriva, tomado pelo pânico de um tsunami que ameaçava seu barco e que agora começa a avistar, ao longe, um cais seguro onde pode atracar. Ontem, passei o dia inteiro remoendo as reflexões que tive depois de escrever — tentando entender de que maneira os sentimentos que vivi em 2015 e 2016 ainda me afetam. Aquela história sobre desejo, escolhas e a coragem de decidir quem eu continuo sendo… e como tudo isso ainda pode ser, às vezes, uma âncora que impede a minha vida de avançar. Estive aflit...

Não sou o mocinho, mas também não preciso ser o vilão.

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Escrever nem sempre é fácil. Trata-se de um ato de resistência — resistência às pressões externas e à fuga de quem eu sou. É no ato de escrever que consigo me concentrar naquilo que pulsa em meu coração e enxergar, com mais clareza e objetividade, o que se passa em minha mente. E, com incômoda frequência, deparo-me com aspectos de mim mesmo que preferiria evitar: pensamentos e sentimentos que gostaria de enterrar. Ainda assim, depois de desveladas essas questões internas, surge um novo desafio — o de me acolher com generosidade, amor e algum grau de honestidade. Afinal, sou um ser imperfeito, que erra enquanto tenta acertar. Errar faz parte do processo de aprendizado e evolução. Negar o erro, portanto, é negar esse próprio movimento. Hoje, proponho-me a reunir coragem para falar sobre aquilo que, muitas vezes, tento calar. Fui traído. Traí também. Cedi ao desejo. Tudo começou quando meu relacionamento com minha ex-esposa (namorada à época) já não andava bem. Eu sequer tinha certeza se ...

Um pouco mais de consciência, um pouco mais de presença e o coração no lugar.

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“Mãe das águas, me leva pra lá, onde o sol cura e faz a alma brilhar. No balanço do vento, eu vou me encontrar.” De vez em quando, me questiono sobre o que é, de fato, a espiritualidade. E, às vezes, me ocorre que todas as imagens que construí ao longo do tempo — como a de um deus barbudo, sentado numa nuvem, a julgar tudo e todos; a de um céu povoado por anjos de cabelos cacheados e loiros, tocando harpas no umbral de um portal guardado pelo portador das chaves; ou ainda a de um orixá negro, de arco e flecha, responsável por proteger as matas — talvez não sejam mais do que representações simbólicas — e poderosas — criadas pela humanidade para tentar compreender melhor a si mesma. Todas essas imagens são arquetípicas. Representam ideais, apontam direções e dialogam com o nosso inconsciente. Talvez não sejam criações conscientes, mas expressões simbólicas de algo mais profundo, que habita em nós e tenta, de alguma forma, se revelar. Os símbolos, então, não seriam respostas prontas...

O que existe entre a criança e o adulto responsável?

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Esses dias, a Thays me perguntou: o que existe entre a criança e o adulto responsável ? E eu respondi que não necessariamente precisa existir algo entre eles. Quis dizer com isso que o adulto pode — e talvez deva — carregar consigo a criança que habita em seu interior por toda a vida. Mas é importante reconhecer: há um desafio nisso. O verdadeiro desafio está em ser feliz e manter-se integrado na fase adulta. Já explico melhor o meu ponto de vista, mas antes quero responder a quem disse que o que existe nesse intervalo é o adolescente. Não é bem isso... De fato, o adolescente em nós também pode — e deve — ser integrado ao adulto. No entanto, ao meu ver, o adolescente é, em essência, uma criança em um corpo maior e mais desenvolvido. O adolescente já é capaz de articular pensamentos, criar, sustentar alguma coerência e começar a dialogar com a vida. Ainda assim, não está completamente desenvolvido. O engano que muitos de nós cometemos durante essa fase é acreditar que já somos...

Amor, consciência e contradição.

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Tenho andado em pé de guerra com a Gnose. Não chega a ser um rompimento. Ainda não. Mas também já não é encanto. No começo, parecia que eu tinha encontrado um caminho que conversava comigo. As ideias encaixavam. As crenças faziam sentido. Havia uma sensação boa de reconhecimento — como quando algo, finalmente, encontra lugar dentro da gente. Com o tempo, no entanto, algumas arestas começaram a aparecer. Pequenas no início. Depois, nem tanto. Certos dogmas passaram a incomodar. E eu comecei a me perguntar, com mais honestidade do que conforto: será que é por aqui mesmo? Volto para outubro de 2024. Eu tinha acabado de me separar da Fernanda. A vida, de repente, tinha outro gosto. Outras perguntas. Eu tentava me reencontrar no meio disso tudo — meio sem mapa, meio na intuição. Foi quando escrevi um texto. Sem muita pretensão. Mais como quem precisa organizar o que sente. Depois, ele virou um vídeo curto, narrado. Uma tentativa de dar forma ao que, por dentro, ainda era processo. Naquela é...

Viagem a Uberaba: herança, identidade e liberdade em um percurso de integração.

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Aqui estou eu de novo. Desta vez, em diálogo com as experiências que vivi neste último feriado prolongado de Tiradentes — aniversário do meu irmão Andrei e uma oportunidade especial para visitar minha vó Tianinha, em Uberaba, Minas Gerais. Viajar para Uberaba sempre significou, para mim, ir ao encontro do meu pai. Desde que ele faleceu, no dia 1º de maio de 1995 — exatamente um ano após a morte de Ayrton Senna, piloto de quem ele era fã absoluto — passei a atribuir a essas viagens um sentido de busca por uma identidade perdida. Desde a sua morte, sinto como se uma parte de mim tivesse ido embora com ele. Ao mesmo tempo, me dou conta de que talvez nunca saberei exatamente o que se passou para que ele cometesse o suicídio, nem conhecerei plenamente a história dele — tão intimamente conectada à minha. Nas minhas idas a Uberaba, tenho a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ele e sobre meus parentes que ainda moram lá. Durante esta última viagem, muitas coisas aconteceram. Como ...

Ruído, voz e direção.

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Hoje acordei relembrando uma conversa que tive ontem com o André, meu professor de filosofia na Nova Acrópole. Eu havia chegado um pouco mais cedo à escola e estava refletindo, depois da sessão de terapia, sobre como o processo de escrita tem repercutido em mim — um processo que exige bastante esforço do ponto de vista mental, mas que também me ajuda na elaboração das ideias, funcionando como uma espécie de “higiene” interna e, mais do que isso, como a realização de um sonho que tenho desde menino. O ato de escrever, para mim, significa justamente tirar um sonho do papel. Como aspirante a filósofo, tenho em mim um desejo sincero de integrar minha vida a um ideal. Desejo que meus sonhos, pensamentos, ideias, discursos e ações estejam integrados e em uníssono, e que haja congruência entre eles. Assim, escrever para o meu blog (ou diário) — que ainda permanece oculto à maioria das pessoas, já que está em fase de maturação no meu “caldeirão”, onde as ideias fervilham como uma espécie d...

Organizar a atenção, escolher o que importa.

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Ontem a Thays veio aqui em casa para me ver, e assistimos juntos às três primeiras aulas do curso “ 4 Degraus para uma Vida Organizada ”, oferecido pela professora Lúcia Helena Galvão como continuidade dos estudos iniciados no minicurso “ Os Inimigos da Vida Organizada ”, sobre o qual já havia comentado anteriormente. O que se seguiu a essa experiência não foi apenas o registro do conteúdo assistido, mas o surgimento de uma série de conexões internas que me levaram a relacionar esses ensinamentos com outras leituras e correntes filosóficas e espirituais. Pretendo desenvolver essas conexões em textos posteriores, como forma de organizar certas percepções, aprofundar questões ainda abertas e tornar mais conscientes alguns padrões de comportamento que, por vezes, se repetem de maneira automática em nossas vidas. A partir dessa disposição inicial de relacionar o conteúdo com outras referências e experiências de pensamento, algumas ideias passaram a se organizar com mais nitidez, reveland...