Sobre o dia de hoje.

Fui convidado a participar da nova campanha de kits natalinos da MBRF este ano e, hoje, às 15h, depois de três meses desempregado, voltarei ao escritório para conversar com o time de RH sobre a minha recontratação.


Já não deveria ser surpresa — e talvez, no íntimo, eu sempre soubesse — que seria assim: a história é cíclica, repleta de sincronicidades que só conseguimos perceber quando estamos em diálogo constante com a vida e atentos aos sinais que ela nos apresenta.

E, pensando bem, talvez esse retorno não seja apenas sobre trabalho. Talvez seja mais um daqueles momentos em que a vida me convida a assumir, com mais consciência, o lugar que é meu. Um passo adiante não só na carreira, mas na construção de quem eu estou me tornando.

Porque, depois de tudo o que vivi — das quedas, dos erros, das perdas e dos recomeços — voltar agora carrega um significado diferente. Não é mais sobre provar algo para o mundo. É sobre honrar o caminho que me trouxe até aqui.

E, acima de tudo, é sobre ele.

Sobre o exemplo que eu quero dar. Sobre o pai que escolho ser todos os dias. Sobre a responsabilidade de construir, com presença e verdade, uma base sólida para que o Nicolas possa crescer e, quem sabe um dia, olhar para mim e reconhecer não um homem perfeito… mas um homem inteiro.

Talvez esse seja mais um daqueles sinais sutis de que eu realmente comecei a me aproximar daquele cais que avistei lá atrás — não porque o mar ficou calmo, mas porque eu aprendi, aos poucos, a navegar.

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