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Mostrando postagens de outubro, 2023

Dez anos depois: como eu mudei desde o meu antigo blog.

Olá, leitores e leitoras do “Alto e com Coragem”. Hoje eu quero compartilhar com vocês um texto que eu escrevi há quase 13 anos, em dezembro de 2010, no meu antigo blog, o “Meo Ego”. Esse texto foi um desabafo sobre os meus sentimentos e questionamentos após uma experiência na igreja, onde eu fui ouvir a minha avó cantar com o seu coral. Eu me lembro que naquela época eu estava passando por uma fase difícil, cheia de dúvidas, culpas e medos. Eu estava buscando um sentido para a minha vida, uma conexão com algo maior do que eu. Eu estava tentando me expressar através da escrita e da fala, mas sem saber se isso era suficiente ou necessário. Eu resolvi publicar esse texto novamente por dois motivos. O primeiro é que eu acho que ele ainda tem valor, ainda tem algo a dizer, ainda pode tocar alguém que esteja passando por situações parecidas. O segundo é que eu quero mostrar como eu mudei desde então, como eu evoluí na minha jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal. Eu quero compa...

Por que escrever um blog? #Parte 2 de 2.

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Escrever sempre foi uma forma de me expressar, de me conectar com o mundo e de me conhecer melhor. Desde 2004, eu criei vários blogs para compartilhar as minhas ideias, os meus sentimentos e as minhas experiências. Cada blog representava uma fase da minha vida, com seus desafios, suas conquistas e suas mudanças. Na minha postagem anterior, contei um pouco da minha trajetória como escritor de blogs, desde o meu primeiro blog até o meu atual projeto, o “Alto e com Coragem”. Expliquei como eu escolhi os nomes de alguns deles e como eles refletiam a minha personalidade e a minha identidade. Também expliquei por quê não gostei do “Meo Ego” e por que eu decidi abandoná-lo. Então, se você quiser conhecer essa história por completo, sugiro que comece por lá. Depois de abandonar o “Meo Ego”, eu fiquei um tempo sem escrever nada. Eu estava desanimado, sem inspiração e sem vontade de me comunicar com o mundo. Eu só queria ficar em casa, assistindo Netflix e comendo pipoca. Frequentar a academ...

Por que escrever um blog? #Parte 1 de 2.

Bom, turma, vamos lá. Hoje quero contar um pouquinho sobre como surgiu essa história de criar um blog e por que é que eu insisto tanto nesse negócio de escrever. Então, vamos lá… de onde eles vêm? Como dormem? Como se alimentam? No início dos anos 90, eu era um menino de seis anos de idade que estava me distanciando cada dia mais das outras crianças na escolinha. Não me relacionava bem e estava me tornando uma pessoa violenta. Tudo isso, por causa de um ciúme enorme que eu sentia do meu irmão: um menino grande para a idade, muito bonito, com cabelos cheios, cacheados e loiros, de olhos azuis e que atraía todos os olhares e cuidados de quem estivesse perto da gente. E, pior de tudo: da minha mãe. Por não receber a mesma atenção dele, comecei a me sentir indigno de carinho e de afeto de quem quer que fosse e, portanto, meus pais, incentivados pelas tias da escolinha, resolveram que estava na hora de eu fazer terapia. A minha terapia – se é que eu posso chamá-la assim – foi algo mar...

# Magikothopya: Capítulo 1 – O Convite à Ação (parte 2).

Caim sentiu o coração disparar quando viu a fera se virar para Luz. A pequena fada tinha sido sua única companheira naquela jornada perigosa pela floresta sombria. Ele não podia deixá-la morrer nas garras daquele monstro.   O gigante era uma criatura horrenda, com pele cinzenta e áspera, dentes amarelos e pontiagudos, e olhos vermelhos e injetados. Ele tinha quase três metros de altura e carregava uma tora de madeira como arma. A dieta dos gigantes era composta unicamente de carne, que eles obtinham das suas caçadas. A carne de uma donzela era um item raro e apreciado pela sociedade desses seres.   Caim sabia que ele e Luz tinham caído em uma armadilha. Eles tinham encontrado Rozza, uma jovem siciliana que estava sendo perseguida pelo gigante. Ela implorou por ajuda, dizendo que tinha sido sequestrada por um grupo de mercenários que queriam vendê-la como escrava. Caim não hesitou em socorrê-la, mas logo descobriu que ela era uma espiã dos mercenários e que tinha atraíd...

# Magikothopya: Capítulo 1 – O Convite à Ação (parte 1).

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# Magikothopya: Capítulo 1 – O Convite à Ação. Luz era uma fada pequenina e intrépida, que vivia em um bolso da túnica de Caim, um jovem mago aprendiz. Eles eram amigos inseparáveis, e adoravam explorar o mundo mágico de Magikothopya, onde havia criaturas fantásticas e perigosas. Um dia, eles estavam caminhando por uma floresta, quando ouviram um grito de socorro. Era uma garota de tez morena e cabelos negros, que estava sendo atacada por um gigante das colinas, uma criatura monstruosa e furiosa, que possuía mais de quatro metros de altura e musculatura muito bem desenvolvida. Ela fedia e rugia, à medida que percebia no olhar da garota a coragem de quem não desejava recuar ao perigo. A criatura avançava com um porrete feito de uma árvore menor, quase inteiriça. – É um troll! – exclamou Caim, assustado. – Fadinha, encara essa? – perguntou ele, olhando para Luz. – Com certeza. – respondeu ela, determinada. – O que fazer para ajudar aquela moça? – indagou ele, pensativo. – Invocar milhare...

O que o tempo tem a ver com isso?

Você já parou para pensar sobre o que é o tempo e como ele afeta a nossa vida? Eu me fiz essa pergunta depois de assistir a um documentário chamado “Quanto Tempo o Tempo Tem”, que me fez refletir sobre o tempo e sobre como nós seres humanos nos relacionamos com ele em nossa rotina contemporânea. O tempo, segundo São Agostinho, “é algo que todos nós sabemos o que é, mas quando questionados, não sabemos explicar.”. O documentário mostra como o tempo é uma construção humana, que varia de acordo com a cultura, a história, a ciência e a percepção de cada um. Ele também questiona como o tempo se tornou uma mercadoria que nos escraviza e nos impede de viver o momento presente. Esse conceito de viver no presente me lembrou de um livro que eu li há algum tempo, chamado “O Poder do Agora”, do Eckhart Tolle. Nele, o autor sugere conceitos de várias tradições religiosas e filosóficas para mostrar como podemos nos libertar do sofrimento causado pelo passado e pelo futuro. Ele afirma que o ú...

Como o lo-fi, o divergente e o Star Wars me ensinaram a ser livre e autêntico.

Começo a escrever hoje, ouvindo uma playlist das trilhas sonoras do universo de Star Wars em lo-fi, e preciso te dizer, é uma sensação incrível! Lembro-me de que a primeira vez em que tive contato com lo-fi music foi na casa do Caio, onde, depois de um baseado, ele parou e me disse: “ Você precisa escutar isso, Sérgião. Olha que louco! ”. E eu tive de concordar. Era de noite, aquela parada tinha um swing maneiro; tinha o instrumental que permite que a gente sinta o som sem ter de prestar atenção à letra; era envolvente, tinha algo de sexy e de libertador; o poder persuasivo para que eu me entregasse ao som e deixasse meu corpo e as minhas ideias fluirem sem compromisso. E desde então, eu me amarro em ler e escrever ouvindo lo-fi. Há alguns anos, li a saga Divergente, que, para quem não sabe, é uma série de livros e filmes de ficção científica e aventura, escrita por Veronica Roth, que se passa na Chicago pós-apocalíptica, onde as pessoas são divididas em cinco facções baseadas em suas...

Ser feliz sendo eu mesmo: uma reflexão sobre autoconhecimento, autoestima e aceitação.

  Já faz algum tempo que venho tentando encontrar a mim mesmo, o que significa identificar a minha essência, algo de genuíno que possuo e com o qual conseguiria me sentir realizado, feliz. Venho buscando me encontrar porque quero ser alguém por quem sinta orgulho, que me inspire e por quem tenha alta estima. No entanto, ultimamente tenho andado triste, me sentido incompleto. Pessoas importantes para mim me recusaram ou eu é que esperei demais delas. Não é fácil se sentir rejeitado ou incompreendido pelas pessoas que você ama. Fico tentando me lembrar de que não estou sozinho, que tenho muito valor e potencial. Mas gostaria que as pessoas em volta de mim reconhecessem essas qualidades. Eu me importo com a minha família, tenho sentimentos (muitos) e sonhos (muitos), os quais têm qualidades. Sei que não preciso me sentir inferior ou incompleto por causa das atitudes dos outros. Posso me orgulhar de quem eu sou e buscar a minha felicidade de forma independente e autônoma. Mas me si...