Por que escrever um blog? #Parte 2 de 2.

Escrever sempre foi uma forma de me expressar, de me conectar com o mundo e de me conhecer melhor. Desde 2004, eu criei vários blogs para compartilhar as minhas ideias, os meus sentimentos e as minhas experiências. Cada blog representava uma fase da minha vida, com seus desafios, suas conquistas e suas mudanças.

Na minha postagem anterior, contei um pouco da minha trajetória como escritor de blogs, desde o meu primeiro blog até o meu atual projeto, o “Alto e com Coragem”. Expliquei como eu escolhi os nomes de alguns deles e como eles refletiam a minha personalidade e a minha identidade. Também expliquei por quê não gostei do “Meo Ego” e por que eu decidi abandoná-lo. Então, se você quiser conhecer essa história por completo, sugiro que comece por lá.

Depois de abandonar o “Meo Ego”, eu fiquei um tempo sem escrever nada. Eu estava desanimado, sem inspiração e sem vontade de me comunicar com o mundo. Eu só queria ficar em casa, assistindo Netflix e comendo pipoca. Frequentar a academia e viver uma vida “normal”. Mas um dia, algo incrível aconteceu.

Eu li uma postagem no Facebook, numa página dos fãs do livro “A Batalha do Apocalipse” de um cara chamado Lohan Marano, dizendo que ele estava a fim de iniciar um projeto de áudio-drama feito por fãs para traduzir para outro formato aquela história que eu tinha lido e curtido pra caramba. Ele me convidou a enviar uma mensagem de áudio por WhatsApp para escutar a minha voz e ver se eu era elegível a participar daquele casting.

Qual não foi a minha alegria quando ele me disse que eu poderia interpretar o protagonista, o Ablon, o anjo renegado! Naquela hora, tive vontade de sair correndo pela rua, gritando e pulando de alegria. Afinal de contas, tendo nascido em meados dos anos 80, eu tinha sido marcado pelos animes que passaram na antiga rede Manchete, tais como Cavaleiros do Zodíaco, YuYu Hakusho e Shurato, tão presentes na história daquele livro escrito pelo Eduardo Spohr e que, por isso, havia me capturado de forma tão intensa.

Além do mais, o Eduardo Spohr, para mim, sempre foi um símbolo de alguém que lutou pelo seu sonho de escrever e nunca desistiu, até o ponto em que os seus amigos o reconheceram como um artista extremamente talentoso e decidiram dar um tremendo empurrão na sua carreira, compartilhando o seu trabalho no site “Jovem Nerd”.

De tão empolgado que fiquei com aquele projeto, acabei me envolvendo com a organização dele. Eu queria vê-lo sendo concretizado de qualquer maneira. Comecei a estudar edição de áudio no Audacity e vídeo no Sony Vegas; visitei estúdios de dublagem em São Paulo; ajudei na divulgação da nossa ideia e na seleção de outros integrantes. E conheci pessoas maravilhosas no caminho. Uma delas foi a Raquel.

A Raquel foi uma pessoa muito importante na minha vida. No início, eu tinha uma certa admiração por ela, talvez pelo nome do site em que ela escrevia, chamado Nerd Geek Feelings, ou por ela conhecer o Rex, irmão do Eduardo Spohr, ou por alguma outra razão que não sei explicar. Eu fiz votos para que o áudio-drama fosse publicado no site dela em vez do de uma outra participante da organização. Eu achava que ela tinha mais a ver com tudo aquilo. Tudo era muito a cara dela.

Depois disso, ela me deu muita força para que eu resgatasse aquele sonho antigo de escrever e trabalhar com dublagem, e passamos a nos identificar bastante e nos tornamos ótimos amigos. Ela me convidou, então, a escrever no Nerd Geek Feelings, um site que eu já tinha começado a acompanhar e que tinha um conteúdo incrível sobre cultura nerd e geek. Eu fiquei muito feliz com o convite e aceitei na hora.

Posteriormente, conheci o namorado dela, o Rodrigo Ferreira, que também era uma pessoa formidável e um escritor de mão-cheia. E alguém que sempre me ajudou a trazer à tona àquilo de melhor eu tinha e, por isso, nutro um profundo respeito, carinho e admiração por eles.

Outros participantes do projeto “A Batalha do Apocalipse” passaram a escrever para o site e a participar dos podcasts que fazíamos para comentar livros, séries, discorrer sobre temas nerds e/ ou só jogar conversa fora mesmo.

Enfim, escrever me trouxe tudo isso e este o motivo porquê continuo fazendo isso: a oportunidade de ser quem eu sou, de me conectar com o que eu amo e de me relacionar com pessoas incríveis.

Escrever me fez descobrir novos horizontes, novos desafios e novas paixões. Escrever me fez feliz. Como disse o escritor francês Gustave Flaubert: “Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido”. E eu concordo com ele. Escrever é uma forma de expressar a nossa voz, a nossa alma, o nosso coração. Escrever é uma forma de viver.

E você, o que a escrita te trouxe? O que a escrita te faz sentir? O que a escrita te faz querer? Compartilhe comigo nos comentários. E não se esqueça: escreva alto e com coragem! Obrigado por ler até aqui. Espero que tenha gostado do meu texto.

E se não gostou, tudo bem. Afinal, como disse o humorista Millôr Fernandes: “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias”. E as ideias, meu querido(a) amigo(a), são livres. Até a próxima!



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