O que o tempo tem a ver com isso?
Você já parou para pensar sobre o que é o tempo e como ele afeta a nossa vida?
Eu me fiz essa pergunta depois de
assistir a um documentário chamado “Quanto Tempo o Tempo Tem”, que me fez
refletir sobre o tempo e sobre como nós seres humanos nos relacionamos com ele
em nossa rotina contemporânea.
O tempo, segundo São Agostinho,
“é algo que todos nós sabemos o que é, mas quando questionados, não sabemos
explicar.”.
O documentário mostra como o
tempo é uma construção humana, que varia de acordo com a cultura, a história, a
ciência e a percepção de cada um. Ele também questiona como o tempo se tornou
uma mercadoria que nos escraviza e nos impede de viver o momento presente.
Esse conceito de viver no
presente me lembrou de um livro que eu li há algum tempo, chamado “O Poder do
Agora”, do Eckhart Tolle. Nele, o autor sugere conceitos de várias tradições
religiosas e filosóficas para mostrar como podemos nos libertar do sofrimento
causado pelo passado e pelo futuro. Ele afirma que o único momento que
realmente existe é o agora, e que devemos nos conscientizar dos nossos
pensamentos e emoções que nos impedem de aproveitar a vida plenamente.
Confesso que esse livro me marcou
profundamente e me fez perceber como eu estava preso ao passado e ansioso pelo
futuro, sem valorizar o meu dia. Também me dei conta de como eu estava
desconectado do meu corpo, da minha respiração, dos meus sentidos e das pessoas
ao meu redor. Desde então, eu tenho tentado praticar os ensinamentos do livro
na minha vida cotidiana.
Por exemplo, eu procuro meditar
de vez em quando, para acalmar a minha mente e me conectar com o meu ser
interior. Eu também procuro prestar atenção ao que eu faço, ao que eu sinto e
ao que eu digo, para não agir no piloto automático ou por hábito. Além disso,
procuro expressar gratidão pelas coisas simples da vida, como um sorriso, um
abraço, uma refeição ou um pôr do sol.
Não vou mentir, não é fácil viver
no agora. É um desafio constante, que exige disciplina, paciência e compaixão.
Mas eu posso dizer que vale a pena, porque, vez ou outra quando consigo aplicar
de forma simples os aprendizados que tive, sem me cobrar muito, eu sinto que
estou mais feliz, mais tranquilo e mais consciente.
Me lembro de que, certo dia
depois de ter assistido ao documentário e ter lido o livro, me peguei
caminhando numa pracinha perto de casa, observando as árvores, os saguis que
apareciam não raramente por ali, tentando sentir a temperatura do ambiente e da
minha pulsação… e me perguntei: “o que é que eu estou fazendo?”. Talvez eu
esperasse sentir a presença de Deus naquele instante, sabe? Como se Ele fosse tocar
meu ombro e dizer para mim: “Oi, eu estou aqui.”. Até hoje não entendo se isso
aconteceu de fato, ou foi uma autosugestão, mas senti algo de diferente ali.
Ora ou outra, continuo
procurando.
É curioso porque estar presente
deveria diminuir a minha ansiedade em relação ao futuro, mas o ritmo em que
vivo, me deixa em constante estado de aceleração. Penso rápido, faço rápido e
me cobro. O tempo. Todo.
Ainda preciso melhorar muito
neste aspecto.
Ultimamente, tenho tentado não
ceder tanto às pressões externas e ser mais gentil comigo mesmo. Me permitir
relaxar. Dar um tempo.
Agora, por exemplo, estou
escrevendo e ouvindo música. Tomei para isso trinta minutinhos do meu expediente.
Não tem problema porque posso compensar depois. E está tudo bem.
E você, como você vive o seu
tempo? Você se sente preso ao passado ou ansioso pelo futuro? Você se permite
viver o presente com plenitude e alegria? Você se desafia a sair da sua zona de
conforto e experimentar coisas novas?
Eu te convido a refletir sobre
essas questões e a buscar o seu poder do agora. Você pode se surpreender com os
resultados. 😊
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