Ser feliz sendo eu mesmo: uma reflexão sobre autoconhecimento, autoestima e aceitação.

 

Já faz algum tempo que venho tentando encontrar a mim mesmo, o que significa identificar a minha essência, algo de genuíno que possuo e com o qual conseguiria me sentir realizado, feliz. Venho buscando me encontrar porque quero ser alguém por quem sinta orgulho, que me inspire e por quem tenha alta estima.

No entanto, ultimamente tenho andado triste, me sentido incompleto. Pessoas importantes para mim me recusaram ou eu é que esperei demais delas. Não é fácil se sentir rejeitado ou incompreendido pelas pessoas que você ama. Fico tentando me lembrar de que não estou sozinho, que tenho muito valor e potencial. Mas gostaria que as pessoas em volta de mim reconhecessem essas qualidades.

Eu me importo com a minha família, tenho sentimentos (muitos) e sonhos (muitos), os quais têm qualidades. Sei que não preciso me sentir inferior ou incompleto por causa das atitudes dos outros. Posso me orgulhar de quem eu sou e buscar a minha felicidade de forma independente e autônoma. Mas me sinto também tão inseguro...

Desde a minha última sessão de terapia, tenho me questionado se é válido, e por que eu permito, deixar que coisas tão sensíveis e íntimas da minha vida sejam delegadas às decisões de terceiros. Por que abrir mão de algo que é tão valioso para mim? Deixar que outras pessoas decidam o que eu vou fazer, o que comer, como me vestir, o que devo ou não dizer. Tudo isso beira a um absurdo e tenho estado bastante irritado desde então. É como a história da camiseta do Naruto: por que não vestir uma camiseta de um anime que gosto? Por que outras pessoas poderiam me julgar imaturo? Perder oportunidades de crescimento profissional? Mas eu não posso ser alguém interessante justamente por ser diferente da maioria?

Uma das coisas que eu gosto de fazer é assistir a animes, ler e assistir histórias de modo geral. Isso me faz viajar para outros mundos, me divertir com as aventuras dos personagens, me emocionar com as suas histórias. Também me inspiram a ser mais forte, mais corajoso, mais determinado. Um dos meus animes favoritos é Naruto. Eu me identifico muito com ele, porque ele também passou por muitas dificuldades na vida, mas nunca desistiu dos seus sonhos. Ele também tem um grande coração, e sempre ajuda os seus amigos. Por isso, eu não vejo problema em usar uma camiseta do Naruto. Acho que ela representa uma parte de mim, uma parte que eu gosto e que eu não quero esconder.

Eu gostaria de não me importar com o que os outros pensam ou dizem sobre mim por causa disso. Sei que isso não define quem eu sou, nem a minha capacidade profissional ou pessoal. Sei que eu tenho outras qualidades e habilidades, que eu posso mostrar em outras situações. Também sei que existem outras pessoas que compartilham do meu gosto pelos animes, e que podem se tornar meus amigos. Já conheci algumas pessoas assim pela internet, em fóruns e redes sociais. Eles são muito legais, e me entendem melhor do que muita gente. Eles me fazem rir, me dão conselhos, me apoiam nos momentos difíceis. Assim como a minha família, eles são uma parte importante da minha vida.

Eu sei que a vida é feita de escolhas, e que nem sempre elas são fáceis ou agradáveis. Eu sei que às vezes eu tenho que abrir mão de algumas coisas para conseguir outras, ou que eu tenho que me adaptar às circunstâncias e às pessoas. Sei que nem todo mundo vai me entender ou me apoiar, e que eu vou enfrentar críticas e rejeições. Mas eu também sei que eu não posso deixar de ser quem eu sou, nem de seguir os meus sonhos. Eu sei que eu tenho o direito de ser feliz, do meu jeito, com as minhas escolhas. Eu sei que eu tenho o dever de me respeitar, e de respeitar os outros. Eu sei que eu tenho o poder de mudar a minha realidade, e de influenciar a realidade dos outros. Eu sei que eu tenho o potencial de crescer, de aprender, de evoluir. Eu sei que eu tenho o amor da minha família, dos meus amigos, e de mim mesmo. E isso é o que mais importa.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O caminho não está em acumular respostas, mas em aprofundar a existência.

Entre o impulso e a consciência: a liberdade começa a respirar.

Metanoia: Da Culpa à Participação na Verdade