O que a camiseta do Naruto tem a ver com isso? Parte 2 😜

Olá, pessoal! Hoje eu quero compartilhar com vocês algumas reflexões que eu tive depois de participar de um treinamento de segurança psicológica e assédio moral na minha empresa. Foi uma das experiências mais enriquecedoras que eu tive na minha vida pessoal e profissional. E olha que eu já tive muitas, como assistir todos os episódios do Naruto, por exemplo. 😂


O que é segurança psicológica?

 

Segundo Amy Edmondson, uma das principais pesquisadoras sobre o tema, segurança psicológica é “quando nos sentimos seguros para sermos sinceros em um ambiente onde há respeito e confiança. É também quando temos vontade de nos envolvermos em conflitos produtivos”. Ou seja, é a sensação de poder expressar nossas ideias, opiniões, dúvidas e sentimentos sem medos de sermos julgados, rejeitados ou punidos. Você já se sentiu assim alguma vez?

 

A segurança psicológica é fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional, pois permite que as pessoas aprendam com seus erros, sejam criativas, inovem e colaborem com os outros. Além disso, contribui para a saúde mental e emocional dos indivíduos, pois reduz o estresse, a ansiedade e o esgotamento. Quem não quer isso, né?

 

Um ambiente de segurança psicológica é aquele em que as pessoas têm a oportunidade de serem vulneráveis. Poder errar, por exemplo, é algo bastante importante para qualquer pessoa. Já cheguei a trabalhar num lugar em que o dono dizia pra gente: “nenhum funcionário da minha empresa tem permissão para errar”. E quando a gente errava, tinha que restituir à agência o valor equivalente. Por exemplo:

 

  • numa mudança de preço de uma reserva de passagem aérea em que o cliente não concordasse;
  • ou na alteração de uma tarifa hoteleira num momento em que a gente já tinha recebido a integralização da proposta que havia feito para o cliente;
  • ou numa falha de data ou de itinerário de passagem aérea quem pagava era o funcionário;
  • ainda que a comissão raramente passasse de 1,5% do valor do roteiro terrestre ou a um incentivo de R$40 por passagem aérea emitida, o funcionário tinha de dispor do seu salário o valor integral da diferença que a empresa deixava de receber por aquele erro para não ser demitido. Ou seja, não era proporcional ao ganho do funcionário no negócio.

 

Hoje vejo com clareza que aquele ambiente era doentio e eu estava sendo assediado moralmente pela gestão de lá. Era como se o dono fosse o Madara Uchiha e os funcionários fossem os seus fantoches. 😱 Atualmente, na companhia em que trabalho, essa situação não costuma acontecer. E quando um funcionário erra, outros buscam ajudar nas soluções possíveis, até mesmo sem expor quem a cometeu e tomando cuidado para que não haja constrangimentos. A gente se sente acolhido. 🥰

 

O que é uma brincadeira?

 

Outra das coisas que me chamou a atenção no treinamento foi a lembrança de que nem sempre o que um agressor, um intimidador costuma dizer com aquela velha expressão “foi uma brincadeira”, é de fato uma brincadeira. Se a gente for parar pra pensar, o que é uma brincadeira? Uma brincadeira é um momento em que as pessoas interagem com outras pessoas de forma consensual, tem ali um certo aprendizado, alegria, descontração, tem uma série de questões envolvidas e é um momento em que as pessoas não querem parar. Geralmente você, quando está brincando, não tem vontade nenhuma de; se você é uma criança; ir para casa ou deixar seus amiguinhos.

E geralmente o agressor fala: “Ah, mas, poxa, eu tava brincando com você, eu tava zoando”, quando estava a humilhar, intimidar, ferir e debochar… Isso nessas ocasiões nunca é uma brincadeira. É uma forma de desqualificar, ofender, ridicularizar ou constranger a outra pessoa. E isso pode gerar consequências graves para a saúde mental e emocional da vítima. Você já passou por isso alguma vez?

Então é importante que a gente tenha consciência disso pra não normalizar essas questões. Não podemos aceitar esse tipo de comportamento como algo natural ou inofensivo. Temos que denunciar e combater essas práticas abusivas e violentas. Temos que ser como o Naruto, que nunca desiste de seus amigos e de seus ideais. 💪

 

Durante o treinamento, eu pude contribuir com as minhas opiniões e vicências, e finalmente me expressei abertamente sobre aquela história da camiseta do Naruto sobre qual escrevi aqui não faz muito tempo. Você sabe, aquela ideia de me vestir com a camiseta do anime sem me sentir como um peixe fora d’água no meio de tantos engravatados? Será que eu estava sendo infantil e inadequado? Será que eu estava arriscando a minha reputação profissional por causa de uma simples camiseta?

Não, nada a ver! O Naruto é um personagem muito forte, determinado, que tem um sonho, um objetivo e faz de tudo para consegui-lo, tornar-se um Hokage. Esse anime representa uma parte de mim e algo bastante positivo com que eu me identifico. Então por que não utilizar essa camiseta? Eu acho que muito mais do que a forma com que a gente se veste, um bom profissional se exprime através do seu próprio comportamento, das suas escolhas, das suas ações. E a gente precisa sempre manter os nossos princípios e os nossos valores, nossa integridade, se possível, porque de fato essa é a nossa essência e isso, no final, é o que importa.

Eu aprendi que eu não tenho que me envergonhar ou me esconder por causa das minhas preferências ou dos meus gostos pessoais. Eu tenho que ser autêntico e respeitar a minha identidade. 🙌 E também respeitar a diversidade dos outros. Cada um tem o seu jeito de ser e de se expressar. Isso é o que torna o mundo mais rico e interessante.

Você já se sentiu julgado ou discriminado por causa das suas preferências ou dos seus gostos pessoais? Você já teve que esconder alguma parte de você mesmo para se adequar a um ambiente de trabalho? Você já se sentiu inspirado por algum personagem ou história que te marcou? Eu sei que eu sim. E eu sei que o Naruto é um ninja, mas eu não sabia que ele também era um mestre em segurança psicológica. 😂

 

Conclusão:

Bom, pessoal, esse foi o meu relato sobre o treinamento de segurança psicológica e assédio moral. Espero que vocês tenham gostado e que tenham se inspirado a refletir sobre esses temas também. Eu acho que são assuntos muito importantes e necessários para termos um ambiente mais saudável e harmonioso no trabalho e na vida.

Eu agradeço pela atenção e pelo carinho de vocês. Até o próximo post! 👋








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O caminho não está em acumular respostas, mas em aprofundar a existência.

Entre o impulso e a consciência: a liberdade começa a respirar.

Metanoia: Da Culpa à Participação na Verdade